sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vitrine informativa: colares

A dupladesign traz nesta semana mais uma vitrine informativa, desta vez o tema apresentado é: "Colares". 
Melhor ainda, todos os colares da vitrine estão com 50% de desconto!
                              

Colar

O colar pode ser feito com diversos materiais e ter diferentes formas. Os materiais mais comuns são metal (ouro, prata, platina, aço, cobre, etc), couro, fios de algodão, seda, plástico, borracha etc; e podem apresentar pedras preciosas, pérolas, conchas, penas ou contas feitas com sementes, cristal, vidro, borracha, cerâmica, plástico etc.


Adorno utilizado por homens e mulheres em diversas sociedades, o colar é mais do que algo que embeleza a pessoa que o usa. Para quem conhece a história da joalharia, um adorno tem um significado especial. 
    É possível encontrar adornos criados há cerca de 40 000 anos atrás. Nesta altura eram peças feitas por materiais tais como dentes de animais, ossos e pedras, unidas rudemente por fios. Só mais tarde, há cerca de 7000 anos atrás é que surgiram as primeiras peças em cobre. 

Na maioria das vezes eram utilizados como talismãs protetores ou peças que davam ao seu utilizador “poderes especiais” e que apenas podiam ser utilizadas por determinadas pessoas. Ainda hoje se pode encontrar a utilização de determinado talismã para proteção ou sorte.


  Os materiais utilizados foram variando de acordo com a disponibilidade dos materiais e também com a evolução de técnicas para fabricar estas peças. São utilizados uma grande variedade de metais, tais como o ouro, prata, cobre e outros menos nobres. E não nos podemos esquecer das pérolas e pedras preciosas e semi-preciosas.


    O vidro colorido começou a ser utilizado pelos Egípcios, visto que na sua simbologia religiosa havia cores que eram utilizadas que não se podia encontrar nas pedras preciosas que eles tinham disponíveis.

Com a Revolução Industrial  surgem também verdadeiros artistas e novas tendências. Começou aqui a busca por novos materiais, novos desenhos, mantendo-se no entanto a tradição com a fabricação de peças com metais e pedras preciosas, foram criadas peças com desenhos intrincados e linhas sinuosas, características do estilo Art Noveau. No período pós Primeira Grande Guerra, este estilo foi substituído por um estilo mais sóbrio, havendo a introdução de novos materiais e técnicas. Mas apesar de já se começar a ver uma grande variedade de desenhos e materiais, só se pode considerar que entramos na joalharia moderna após a Segunda Grande Guerra. Aqui, com novos materiais e novas técnicas, surgem os mais variados desenhos e cores e os colares passam a ser totalmente incorporados a moda e ao estilo ao alcance de todos.




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vitrine informativa: a chita

A dupladesign apresenta nesta semana uma vitrine diferente,  com um tema muito especial ,a história da chita, ela traz informações acerca da história deste tecido tão popular, desde seus modos mais antigos de produção até suas aplicações atuais.

Confira abaixo as fotos da vitrine e os textos que estiveram expostos nesta semana.


Chita é um tecido de algodão com estampas de cores fortes, geralmente florais, e tramas simples. A estamparia é feita sobre o tecido conhecido como morim. Uma estampa característica de chita sobre outro suporte que não seja morim não é chita.


As características principais são: cores primárias e secundárias em massas chapadas que cobrem totalmente a trama, tons vivos, grafite delineando os desenhos, e a predominância de uma cor. As cores intensas servem, não só para embelezar o tecido, mas também para disfarçar suas irregularidades, como eventuais aberturas e imperfeições.


O nome chita vem do sânscrito chintz que surgiu na Índia medieval e conquistou europeus, antes de se popularizar no Brasil.





Chita
Um tecido  de algodão, com cores fortes florais e trama simples. Simples, parece mesmo muito simples mas a nossa tão querida chita tem uma longa história e já conquistou nossos corações tanto pela tradição bem como por sua característica “sempre atual”, ocupa hoje seu respeitável lugar na decoração e  moda, corações e casas de vó, festas populares  na vanguarda  artística e salões de arte... a chita aí está, impressa na brasilidade e na nossa memória como forte referência estética.
Trazida ao Brasil a partir de 1800, a Chita veio trazida da Índia como  “ chintz ”,  tecido que surgiu na Índia medieval e conquistou europeus, antes de se popularizar no Brasil, tendo passado por várias melhorias na técnica de sua produção até chegar ao que hoje conhecemos.
Por ser considerada uma ameaça as tecelangens européias que não produziam chintz, foi  proibida sua venda e importação na França em torno de  1720, produtores europeus fizeram várias tentativas de imitação dos padrões de chintz, sendo um dos resultados mais conhecidos a estampa francesa “toile de jouy” .
Oscilando da popularidade ao desuso, a chita passou por várias fases e funções,  toalhas de mesa, roupas de crianças, roupas de operários ,  atitude política e símbolo contra cultura, ela hoje reina tranquilamente em nossos corações brasileiros.






A chita veio para o Brasil com os Europeus a partir de 1800. O tecido originario da Índia passou por várias melhorias até chegar ao que temos hoje. Após um longo processo burocrático, cultural e financeiro, a chita passou a ser produzida também no Brasil. A produção do tecido no país o barateou, e muito, tornando populares as peças confeccionadas cpm o material, transformando-o assim em um dos ícones da identidade nacional. Atualmente é maus usado em festas populares como a festa junina, mas vem sendo valorizado na decoração, principalmente como referência estética. De tempos em tempos, ganha espaço em passarelas, galerias de arte, vitrines e palcos, quando estilistas, artistas plásticos, designers e outros criadores redescobrem estas estampas e as incorporam em suas produções.